Uma idéia muito simples: chás gelados
Janeiro 16th, 2012 § 1 Comentário
Embora esteja advogando os sucos frescos para o verão devo dizer que neste verão esquisito eu tenho tomado muito chá. Normalmente faço uma chaleira inteira, ponho na térmica e vou tomando.
(Não tenho muito preconceito com tomar bebida quente em dia quente, provavelmente pela mesma razão que se toma tacacá quentíssimo no calor uterino de Belém do Pará. Tomo chá quente até junto com as refeições, que às vezes me parece cair melhor com comida quente do que ficar “quebrando” uma comida fria).
Mas quando tem mais gente, ou a comida pede, ou eu fico a fim, faço também chá gelado. Fazer um bom chá gelado é muito, muito fácil: você faz o chá, de preferência bem concentrado, e já joga ele numa boa quantidade de gelo, que ele esfria rapidinho (café frio também se faz assim, fica a dica). Desse jeito o chá não envelhece – o que quer dizer que não perde nem o sabor nem as propriedades funcionais dele.
A única arte necessária é não deixar o chá fazer aquele tanino que amarra a boca! O segredo é não deixar a água ferver, desligar a água antes de por o chá dentro, medir bem a quantidade de chá e de água e deixar, no máximo, uns três minutos para chá de chá (camelia sinensis) e dez para os herbais.
Mas hoje a vida me pregou uma peça com o filtro de água e eu dei mais uma volta nesse parafuso do chá gelado. Tinha feito um chá de camomila, que foi devidamente acondicionado na térmica, e na hora do almoço quis passá-lo no gelo para acompanhar a comida. Como eu só tinha água com gás para completar o refresco, consegui – tcharã: refrigerante de camomila. Não sei vocês, mas eu achei chique e, mais importante, gostoso.
Então quem não apenas quiser um chá gelado pode até fazer um refrigerante. E não leva nem cinco minutos, não envolve descascar coisa nenhuma, nem lavar liquidificador. E você pode usar o chá que quiser!
(Disclaimer: campanha natureba final) Sendo tão fácil fazer o tal do chá gelado, vocês verão que fica cada vez mais difícil tomar aqueles chás verdes, pretos e mates que tem em todo canto agora, especialmente se lerem os intrigantes rótulos que envolvem coisas como “chá em pó”, “concentrado de qualquer coisa”, mais os adoçantes corantes e outras químicas exóticas.
Isso me remete a uma angústia fundamental que eu tenho com a pouca disponibilidade de boas garrafas térmicas no Brasil. Mas isso fica pra outro post.
Gostei da perspectiva de produção doméstica de refrigerante!